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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Há qualquer coisa na língua espanhola...

... que me fascina. Não sei bem explicar porquê. Há ali uma sensualidade inerente a cada palavra que me soa a música sofrida. Cantada então... Dou por mim fascinada com esta canção e nem sei qual é a versão de que gosto mais: se aquela que ele fez com os fãs (cantada por eles) se aquela em que ele próprio canta. Mesmo que seja sem a Carminho.



Beijinho!
A.R.

P.S.: E gosto tanto das diferenças de sotaques! Hihihi!

sábado, 21 de abril de 2012

Ostras



Isto de se trabalhar num teatro tem muito que se lhe diga. Ele é porta dos artistas cheia de gente, dobrar uma esquina e encontrar uma reprodução de um cavalo em tamanho real, de vez em quando encontrar uns sapatos de pontas debaixo duma mesa ou duma cadeira, ver passar actores, bailarinos, público e tantos outros profissionais que trabalham nos bastidores para que tudo corra na perfeição...

E depois é também percorrer os corredores vazios e às escuras ao domingo e chegar à porta da entrada com aquele sorriso nos lábios de quem já faz o caminho às cegas porque já o sabe de cor, conhecer toda a gente pelo nome, saber qual é o botão no meio de milhares, na caixa de electricidade, que liga as luzes das casas-de-banho, qual é a chave que abre as porta à primeira e qual é o truque para abrir a fechadura mais perra, é olhar em volta e sentir que todos os dias este edifício me maravilha, mas ao mesmo tempo é já também a minha casa.

E, em dias como o de hoje, é chegar sem ter almoçado e o senhor espanhol das Ostras (não me perguntes, tivesses vindo ver o espectáculo!) oferecer-me ostras, ensinar-me a abri-las e como colocar el cuchillo estrategicamente para as soltar (E não é que eram mesmo boas? Nunca tinha provado. Têm uma textura muito suave e um saborzinho muito agradável!). Ainda falámos um bocadinho de como eram cultivadas e eu fiquei deliciada. Entretanto fui espreitar o site do senhor e ainda achei mais piada. Fez-me lembrar a nossa Ria Formosa...

O señor Eduardo à esquerda.


Há dias assim. E este ainda nem vai a meio...

A.R.


Imagens retiradas do site Ostras del Eo: www.acueo.es .

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ciclo de Cine - Buñuel

Esta semana na cinemateca está um ciclo de cinema com filmes de Luis Buñuel. Hoje foi o primeiro dia e passou

 Un chien andalou (Un perro andaluz)



e

Él




Já tinha visto o primeiro há alguns anos, mas confeso que já não me lembrava de tudo e nunca tinha reparado que o olho que é cortado é visivelmente de um animal e não de uma pessoa... Fenomenal! As sessões foram comentadas por Miguel Marías e foi super-interessante, até porque ele estabaleceu paralelismos muitíssimo curiosos entre o filme "Él" e o "Vertigo" do Hitchcock (e realmente reconheci perfeitamente as cenas de que ele falou) e outra ainda mais intrigante na qual eu provavelmente nunca pensaria: entre Manoel de Oliveira e Buñuel! E não é que, analisados os factos, a coisa realemente faz sentido?!

Se puderes, tenta lá ir esta semana. Sexta-feira é o último dia e é sempre às 18h. Mas tens de comprar o bilhete às 17h em ponto quando a bilheteira abrir, ou arriscas-te a ficar sem bilhete que a sala é muito pequenina.

Tenho a certeza que ias gostar muito dos filmes de hoje, especialmente do "Él". A cena que te ponho aqui é do início e é das mais suaves. A seguir o filme torna-se um bocadinho paranóico, mas é mesmo isso e o seu surrealismo apresentado de uma forma bastante clássica (pelo menos no caso específico deste filme) que o torna tão interessante. Isso e o final deixar-nos a pensar que vai tudo recomeçar e talvez de forma ainda pior! Tinhas de ver (e a qualidade do filme na tela também era flagrantemente melhor que este trecho!).

E, como diria o padre, "pues yo opino sobre el amor que este pavo está muy bueno"!

Beijinho!
A.R.

sábado, 15 de janeiro de 2011

L'Auberge Espagnole



Estive há pouco a rever um dos filmes mais divertidos de sempre: L'auberge Espagnole (A residência espanhola). Soube-me muito bem revê-lo essencialmente por duas razões: porque agora que já fui a Barcelona consigo ver o filme com outros olhos e porque o facto de tu também estares a fazer Erasmus em Barcelona me dá uma perspectiva completamente diferente!

Já viste o filme? Se não viste, TENS de ver antes de te ires embora daí!

Aliás, até vou fazer mais, vou-te lançar um desafio: vê (ou revê) o filme e depois vais ter de tirar 3 fotografias em 3 locais emblemáticos do filme (sendo que um deles TEM de ser a estação de Urquinaona, naquelas escadas junto das paredes amarelas com palavras). Combinado? Aceitas o desafio?

A.R.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adeus Barcelona, olá testes! E trabalhos... E ensaios argumentativos... E...

Antes de mais... Que tal Itália? Quero mais fotos de Volterra! Quero ver imagens do local onde o Edward se ia revelar ao mundo... AHAHAHAH! 
Divertiste-te? Pelas fotos diria que lá estava mais frescote, não? Eu estou desolada desde segunda-feira: foi o primeiro dia em que liguei o aquecedor... Andei a lutar e adiar esse momento terrífico em que teria de assumir que o frio e o Inverno estavam aí, mas segunda tive de me render às evidências. Estava gelada e... olha, bem-vindo Inverno! E vai-te embora depressa! Eheheh!

Entretanto, deixo-te com algumas fotos cujos direitos de autor não me roubaste no facebook! Ainda não me dei ao trabalho de tentar salvar as fotos que estavam no outro cartão (as últimas que tirámos na casa Batló antes da minha máquina ter o seu breakdown e entrar na reforma antecipada), mas deixo-te aqui com algumas que tinha no meu telemóvel. 

Vês como eu sou uma artista, mesmo com câmera de telemóvel?

Ana no País Marinho de Gaudí

Adeus Casa Batló (tão bonita que as máquinas até se vão abaixo...)

A Casa Amatler


As portas para o paraíso do cheiro a chocolate...
Em homenagem às japonesas, os dedinhos a fazer pose para a fotografia com a lagosta!

Lichtenstein - será?

Chego à conclusão que em quase todas as fotos que tirei tinha um saquinho: da livraria, dos ténis, do lixo, dos chocolates... Ahahah! Viva o turismo do saquinho!!!

Ah, ainda não tive muitas oportunidades de usar a capa cá em Lisboa (ainda não tive coragem de a levar para a faculdade...), mas das poucas vezes que já usei deu para perceber que os espanhóis são muito mais espontâneos que os portugueses... Aí toda a gente comentava, olhava, brincava... Aqui só os meus amigos é que fazem comentários e só mais tarde é que sei que houve outras pessoas que comentaram com eles que gostaram da minha capinha. Ou seja, os espanhóis são muito mais directos (estou-me a lembrar daquela rapariga no festival de cinema a fazer caretas alegres e a mostrar os polegares para cima...AHAHAH! Já contei à Poppy e ela reconheceu que era uma reacção bastante parecida com as dela)!

Ah! E encontrei também umas fotos ainda da construção da capa (totalmente em tempo record! Tenho de viajar mais para ter mais incentivos para fazer roupa para mim!):

Esta foi tirada no momento em que acabei os moldes

O protótipo da capa (curtinho para poupar pano crú)

O protótipo com o capuz

E depois já na execução do capuz real

As fases seguintes de construção já foi a coser contra o tempo e nem pensei mais em fotos. Mas, pronto, tu viste o resultado final e foi aprovado por unanimidade por todos quantos a viram. É a minha caperucita roja!!

E agora, de volta à realidade, tenho um pé que ainda não me deixou de doer (começo a ficar preocupada), estou afogada em testes, trabalhos, ensaios argumentativos, livros para ler, pesquisas por fazer, exercícios... enfim, é só escolheres!

Quando é que voltas a casa? Já tens data?

Besosss!!
A.R.




quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"... quiero irme a Portugal, para morir de melancolía..."

Cais das Colunas, a antiga porta marítima da cidade de Lisboa. 
Não é lindo? Consegues imaginá-lo dito com um sotaque espanhol? (agora não deves ter muitos problemas em fazê-lo... eheheh) Ouvi hoje na aula de Español e olha... me morí de amores por eso

Foi muito curioso: hoje estivemos a falar das ideias-cliché que temos de povos de outros países e chegámos a conclusões bastante engraçadas! A mais surpreendente (que acaba por não ser grande surpresa se pensarmos nisso) é que quase todos os povos acham os de outras nacionalidades convencidos ou arrogantes. Tu que estás no meio de tanta gente de tantas nacionalidades é que podias experimentar fazer este exercício: qual é a ideia que uns têm das pessoas de cada um dos outros países?  

Sabias, por exemplo, que os espanhóis acham que os italianos são chatos e nunca se calam? Que acham que eles falam demais? E de quem é que nós, portugueses, temos essa ideia...? Dos espanhóis! Divertido, não?

Mas como boa portuguesinha que sou, vou puxar a brasa à minha sardinha: o mais giro foi mesmo descobrir a ideia que os outros países têm dos portugueses! Ora cá vai (e vai em castellano!):

-hospitalarios (sim, a hospitalidade é uma característica que nós próprios reconhecemos entre nós);

-perezoso (a preguiça é uma fama só cá de dentro de Portugal, lá fora, pelo contrário, temos fama de bons trabalhadores. Uma colega minha apresentou a teoria de que os bons trabalhadores saíam de Portugal e cá só ficavam os preguiçosos. Ahahah! A professora achou piada à ideia);

-aventureros (esta deve ser por não termos medo em emigrar, e pelas Descobertas);

-tradicionales (a professora lembrava o facto de termos mil e uma festas tradicionais - santos populares, festa da espiga, etc etc - que comemoramos com gosto e envolvemos toda a gente nas comemorações);

-cotillas (somos cuscos como os espanhóis! Mas a professora dizia que os espanhóis são mais! Em compensação ela diz que aqueles casos macabros como aquele homem que tinha a rapariga fechada na cave durante anos ou o casal que tinha os filhos enterrados no jardim jamais aconteceriam em Espanha ou Portugal: de certeza que alguma vizinha cusca ia dar conta! Ahahahah!)

-pesimistas (ups, a carapuça serve-me! Mas a professora diz que é só fachada, que nós no fundo até nem somos muito assim, mas que se alguém perguntar, alguma coisa tem de estar sempre mal... se não estiver mal... é porque algo grave e mau se passa! Ahahahah!);

-cariñosos (adoro descobrir que esta é a ideia que passa lá para fora! Oooohhh, que fofinho, somos cohecidos por ser carinhosos! A professora dizia que se uma característica dos espanhóis é tocaram muito em tudo e tocarem-se muito entre si, então nós somos cohecidos por nos beijarmos muito! Ahahah! O que eu me ri!!!!);

-melancolicos (esta deixei para o fim por causa do título e por causa da beleza a ela inerente. Adoro. Reconheço, concordo e adoro. Ficaria muito orgulhosa por ser reconhecida por esta característica, especialmente porque a descrição que a professora fez foi pelo Fado e porque toda a gente sempre imagina os portugueses muito melancólicos, a olhar o mar... E eu que gosto tanto de ficar horas a olhar o mar!!!! A frase que citei no título é dita por uma italiana, amiga da minha professora, que diz que quer morrer em Portugal, para morrer de melancolia - se bem que eu acho muito mais romântico dito em espanhol...- ao que a minha professora lhe responde sempre "Pues viene que te levo de copas por el Barrio Alto y vas a ver la melancolía...". Ahahahah!).

Besos mil!
A.R.



P.S.: Recebi o teu sms e fico à espera! Como sempre... Até porque, caso não tenhas reparado, o mês de Setembro termina agora e não há uma única entrada tua.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ayer sali del país...

Priminha! Ontem fui passear! Tudo o que isso tem de bom, também tem de mau, uma vez que fui sozinha com o meu pai... estás a ver o filme, não estás? Eheheh! Insultos a torto e a direito a todos os condutores e mais alguns, voltas e voltinhas dentro de Olhão "porque há uns prédios novos que ainda não viste", dizia-me ele (e eu que "gosto tanto" de Olhão... blarrghh), explosões de mau humor para cima de mim quando alguma coisa lhe corria mal... enfim... o típico! Tirando tudo isso, adoro passear com o meu pai. :) Todas as pequenas coisinhas que eu gosto normalmente ele também gosta. E os bichos. E as paisagens. E o mar...

E foi assim: o objetivo era Espanha. Porque havia umas revistas que eu não encontrava cá e ele e a minha mãe tinham visto lá e porque ele ia lá pôr gasolina (parece chique, ir pôr gasolina a Espanha, mas a realidade é ridícula e por meia dúzia de km a gasolina é mesmo MUITO mais barata! Cerca de 0,50€ por litro!), e pelo passeio... lá fomos. É claro que com o meu pai não se anda em linha recta... Passámos por Olhão... Luz de Tavira... E a certa altura vimos uma placa que dizia "Pego do Inferno". Ora desde há uns tempos para cá, quando vi este vídeo, que fiquei super entusiasmada e queria conhecer o dito cujo. Duas amigas minhas de cá do Algarve disseram que me levavam quando eu cá viesse (mas uma ainda não está de férias e a outra está traumatizada porque a última vez que lá foi reparou que ao lado dela nadava... uma cobra!), mas assim que vi o sinal... Olhei para o meu pai... O meu pai olhou para mim... e lá nos aventurámos, estradinhas curvas a fora (ui... estradas curvas e a minha cabeça são coisa que nunca combinou, desde criancinha... maldisposição certa). Estacionámos o carro e começámos a descer as escadas. De repente só me lembro de ouvir "TZZT" e de sentir como se me tivessem queimado a mão. E foi o que eu gritei "Ai, queimaram-me!". Tudo o que vislumbrei foi um bicho de asas pretas (tamanho entre o moscardo e a abelha) a afastar-se, e o meu pai a dizer-me que tinha sido picada por algum bicho... Foi uma questão de segundos e aquilo ardia, ardia, quase não conseguia mexer a mão, o local onde o dito bicho me teria picado a inchar...
Enfim, não descemos muito mais porque o meu pai começou a perceber que se tinha de andar muito, eu começava a ficar branca por causa da picadela... Voltámos para trás. Mas estive muito perto do Pego do Inferno! E acho que aquilo está amaldiçoado pela fauna local... Hummm...
Isto era a minha picadela a começar a inchar (andei a pressionar uma chave contra ela - ideia do meu pai - para ver se não inchava muito. Acredites ou não... a coisa funcionou!).

A partir daqui já só parámos em Castro Marim para ir à famácia (eu entretanto fui afectada pela dor e pelo drama e já pensava que sentia o veneno do bicho a alastrar-se na minha corrente sanguínea...). E lá andei de roll-on em punho o resto do dia a "ai! ui!" na minha picadela.
A ponte sob o rio Guadiana.

Ridículo depois foi chegarmos na hora da siesta dos espanhóis. Porque eles é que sabem viver e lidar com o calor! Ali fecha tudo às 13h e só reabre às 17h/17H30. Eles é que são espertos! Evitam as horas de maior calor (em que, de resto, também ninguém anda na rua, quanto muito as pessoas estão na praia) e depois ficam abertos até às 21h.
Acho uma grande mais valia até mesmo porque tem muito mais lógica ficarem abertos até mais tarde nesta altura. Estou com os espanhóis.

Portanto, andámos às voltas, sem comer (sim, porque comer em Espanha... esquece lá isso), até às 17h. Isto tudo para comprar uma revista, um boneco que apita para o sr. Cão (que andava cheio de saudades da Jurema, a sua galinha/brinquedo de estimação) e pôr gasolina. Eram 18h da tarde (hora portuguesa) quando eu finalmente comi uma bifana em Vila Real de Santo António. Por esta altura já tinha o estômago colado às costas e uma dor de cabeça monumental de acumulação de fome, dor na mão e enjoo das curvas, sem esquecer o calor abominável que se fazia sentir (nunca a roupa foi tão incómoda para mim! O vestido colava-se todo ao corpo com o suor...)!

Foi uma animação, pelo que podes imaginar!Ahahah!

Ah! Mas adorei o postal que pus no início deste post! A fonte que ali aparece foi uma para a qual eu e o meu pai estivemos a olhar, muito entretidos, durante uma boa meia-hora, porque vários pombos tomavam lá banho e havia um que andava atrás do repuxo para molhar uma asa, a outra, o rabo, o bico... Parecia uma pessoa a tomar banho, deveras cómico! E como também vimos um barco à vela a "estacionar" na doca, achei este postal perfeito: é como se fosse mesmo eu e o meu pai! (imagina-me pequenina e de lenço na cabeça, hã? Tal e qual...! Eheheh!)

Como é que estão a ser esses passeios? Que tal os Açores? Ouvi dizer que andava a chover... Espero que já tenhas arranjado a capinha para a chuva, eheheh. Deixo-te aqui umas sugestões...
Capinhas com orelhinhas - as mais giras, claro, são japonesas e para crianças... E os adultos? Não podem usar coisas divertidas?
Capas-animais - continuo a achar que as crianças têm coisas muito mais divertidas (adoro a capa-morango!)
7. Modelitos mais "fashion"... Capa grande estampada; 8. Capa transparente de passerelle; 9. Capa de estampado geométrico colorido; 10. Capa estampado tigre castanho (esta tem o meu nome em letras garrafais... ahahah).


Beijinhoooos!
A.R.